ALTIS BELÉM HOTEL & SPA: um lugar para descanso total

Lisboando foi-nos sugerido como um blog com uma forma interessante de falar em Castelhano sobre Lisboa a quem tenciona visitar a cidade. Assim surgiu o convite ao Flávio, autor deste blog, para escrever sobre o Altis Belém Hotel & Spa, sendo parte da Alma de Lisboa os Hotéis Altis.

Já publicamos a opinião do Flavio em Castelhano e surge agora o texto que nos ofereceu, também em Português, Flavio é filho de um Português que esteve radicado muitos anos na Venezuela.

“Em primeiro lugar, e antes de iniciar o review da minha estadia no Altis Belém Hotel & Spa, quero destacar que há mais de 9 meses que (por motivos pessoais) não saio da cidade. Como se não bastasse, os últimos meses têm sido bastante interessantes. Antes do convite do Altis Belém até já tinha considerado ir a um lugar parecido e descansar, pois é este tipo de “retiro” que permitem ter umas

as ao permanecer na cidade (como foi o meu caso).

Queríamos relaxar, não pensar em carros, trânsito nem outras particularidades da cidade, pelo que decidimos ir para o hotel por transporte público. Muitos pensarão, ao observar o mapa de Lisboa, que algo localizado em Belém está “longe do centro”. No entanto, e tal como confirma o portal de reservas venere.com,  a localização do hotel é uma “Prime Location”. Pode ser que não esteja a “passos” do centro, mas na nossa viagem limitámo-nos a apanhar o elétrico na Praça do Comércio (centro de Lisboa) e chegámos a Belém em menos de 30 minutos, e em hora de ponta.

Da paragem do transporte até ao Altis Belém Hotel foram 10 minutos de caminhada que serviu para nos distrair do dia-a-dia e entrar em espírito de férias.  Fomos recebidos pela Directora do Hotel, Anabela Bártolo, no Bar 38º 41. Por ironia do destino, tivemos a felicidade de poder ver a “Super Lua” da esplanada deste bar. Uma noite ideal, sem muito frio e com uma maravilhosa vista para dar início a uma experiência bastante positiva.

Tivemos oportunidade de conversar com a Directora e ficar a saber mais sobre este hotel de design.

Uma das questões mais faladas foi a decoração: os quartos têm temas da era dos Descobrimentos, e não poderia ser de outra forma, uma vez que o hotel está situado ao lado de um dos pontos de partida dos navegantes portugueses. Muito próximos estão a Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos, dois dos monumentos de homenagem aos Descobrimentos. Além disso, tem o enorme estuário do rio Tejo mesmo em frente.

As cores do hotel têm uma base predominante de preto e branco, e cada quarto possui um painel decorativo a partir do qual toda a restante decoração é resultante. Por exemplo, se um dos painéis tem enfoque em cores laranja e amarelo, o quarto terá os seus detalhes na mesma gama de cores (almofadas, luzes, lençóis, etc.).

No bar decidimos pedir alguns petiscos para comer. Os empregados, bastante formais (talvez até demasiado) trouxeram-nos sanduíches de salmão fumado que, de acordo com os comensais, estavam deliciosas; e para mim, um sanduíche vegetariano.Ser vegetariano poder ser um problema em Portugal porque não há suficiente educação sobre o tema; não obstante, no Altis resolveram imediatamente o problema, trazendo umas boas tostas de queijo com manjericão e tomates-cereja. Creio que foi uma solução bastante inteligente para um assunto que não se lhes deve apresentar com frequência, i.e., receber vegetarianos.

No bar têm lugar umas noites por mês chamadas “Sunset Sessions”, onde certamente irei no próximo Verão. Estas sessões brindam-nos com um momento para desfrutar do pôr-do-sol ao ritmo de Jazz ao vivo e/ou melodias com ritmos eletrónicos. Um lugar único para terminar (ou começar) uma boa noite de Verão. Na minha passagem pelo bar pedi cerveja, a minha mulher um Cosmopolitan e um sumo, tudo bastante bom. E como uma das vantagens de Lisboa é que se pode dar a este luxo sem ter de pagar preços exorbitantes por uma experiência prime, achámos que o bar pratica preços justos para a experiência que oferece.

Após várias horas conversando e desfrutando do enorme luar nas margens do Tejo, chegou o momento de subir ao quarto. Cada piso está dedicado a um dos continentes onde chegaram os portugueses. No nosso caso, ficámos pela Ásia, e o nosso quarto, localizado na ala direita do hotel, a “Cochim” (que, de acordo com Wikipedia, foi o primeiro assentamento colonial europeu na Índia, ocupada pelos portugueses em 1503).

Antes de nos retirarmos, Anabela revelou uma surpresa: uma massagem no spa do hotel no dia seguinte. Levou-nos ao nosso quarto e retirou-se. Não pude evitar deixar-me cair na cama como se fosse uma criança, apenas para me aperceber que estava numa das camas de um dos melhores hotéis de Lisboa: que cama, que almofadas, que maravilha!

O quarto tem vista para a pequena marina e rio Tejo, sendo também possível ver a Torre de Belém. Ao entrar no quarto fomos recebidos por dois pastéis de nata, uma máquina de café Nespresso, uma televisão LCD, um escritório (área de trabalho) e uma casa-de-banho que me encantaria ter todos os dias, pela sua dimensão, grandes espelhos e limpeza impecável.

Vesti o roupão de banho rapidamente e comecei a fazer várias coisas: encher a banheira para um banho relaxante, rever e responder a alguns e-mails de trabalho que tinha pendentes, e ligar a TV. Depois desocupei-me e fui relaxar para a banheira; inevitavelmente chegou um dos melhores momentos do dia: o de dormir. Dormi como já não dormia há muito tempo, como um bebé: sem interrupções, em silêncio absoluto e a uma temperatura perfeita, sentindo que cada parte do meu corpo se moldava adequadamente à cama.

Ao acordar abri a enorme cortina do quarto através de um dos botões próximos da cama. Agora sim, podia ver claramente a Torre de Belém. O dia estava maravilhoso, pelo que decidi passá-lo como um turista. Descemos até ao buffet do hotel e tomámos o pequeno-almoço bem cedo.Este estava bastante completo, e inclusivamente com coisas que não esperava encontrar, como panquecas, marmeladas orgânicas e muitíssimos produtos integrais. Apenas lamentei que todo o café que tomei no hotel seja Nespresso. Pessoalmente não desfruto tanto do sabor destes cafés e prefiro um “de verdade”, sobretudo porque o café é muito bom em Portugal.

Demos um passeio pelo exterior do hotel, aproveitando Lisboa. Vi muitas pessoas a correr ou em bicicletas, fazendo desporto, e outras que pescavam junto ao rio. Unindo-me a este espírito, caminhei uns 10 minutos e fui à “Antiga Confeitaria de Belém”, onde pela primeira vez se cozinharam os famosos Pastéis de Nata portugueses.

Depois de comprar meia dúzia de pastéis, regressei ao quarto do hotel e procurei os meus calções de banho para ir ao sundeck no terraço do hotel, que conta com uma pequena piscina de onde se pode admirar Lisboa em 360º. Estive lá pouco tempo porque ainda era muito cedo e fazia frio, pelo que desci ao quarto e vi televisão para ver as notícias, enquanto esperava a hora de ir ao Spa.

Quando chegou a hora da massagem, desci e fui directo à piscina interior do hotel. Ao entrar apercebi-me quão importantes podem ser os odores para relaxar-me. O lugar cheira muito bem, com diferentes aromas cítricos e iluminado com uma variedade de cores cálidas de diferentes fontes, fazendo com que o reflexo da piscina pareça um verdadeiro caldeirão de prazer. Uma funcionária chamada Vera recebeu-me, dando-me uma massagem  suficientemente boa para que, uma semana depois, ainda não sinta nenhum tipo de tensão nos ombros. Uma experiência que espero repetir em breve.

Um tema pendente é provar a comida do restaurante do hotel, que se chama “Feitoria”. A cozinha é liderada pelo Chef José Cordeiro, que já foi galardoado com uma estrela Michelin pelo seu trabalho noutro restaurante (Casa da Calçada).

É definitivamente um hotel onde iria novamente para descansar. É ideal para conhecer a cidade, uma lua-de-mel ou reserva para algum evento corporativo ou off-site. Talvez não o utilizasse para uma visita de negócios, pois este lugar é para despreocupações e descanso, para fechar os olhos,

respirar fundo e levar a vida em “modo tranquilo”: fechar os olhos e dar-se conta de que “tudo está bem, tudo estará bem”.”

Por Flavio Bastos Amiel

http://www.lisboando.com

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